[PT] Esta manhã acabei por tropeçar em dois blogs ambos de portugueses emigrantes. Em ambos os casos subscrevi imediatamente os respectivos feeds pois o conteúdo interessou-me bastante.
Os dois bloggers parecem partilhar da mesma opinião do que eu, isto é, estão bastante contentes por ter saltado do país e feito o “sacrifício” de explorar a diferente realidade económica/social que se pode encontrar na maioria dos outros países. Agradou-me bastante ouvir um discurso diferente do “Isto aqui é muito mau… Ai quando eu voltar pra Portugal…” e a restante lenga-lenga que sai de 80% dos portugueses instalados por aqui.
Um dos bloggers, responsável pelo “O EMIGRA” está também em Genève e recentemente passou (e provavelmente vai levar mais doses) pelo “choque cultural e económico” que eu bem me lembro de sentir também, faz agora cerca de 4 anos. Pelos vistos foi exactamente da mesma maneira do que eu que veio aqui parar: Visitou a cidade e resolveu largar o emprego em Portugal e “atirar-se” para estes lados, embora a imagem que tivesse anteriormente da Suiça (e a vida de emigrante, etc) fosse exactamente a mesma que eu tinha. Esta imagem vem certamente dos tais 80% (se não mais) dos portugueses que estão aqui há décadas mas fazem os possíveis e impossíveis para não se integrarem no sistema de forma alguma. De preferência se conseguirem furar o sistema, melhor ainda. Ok, como isso me dá cabo da cabeça e estou farto de falar do mesmo, mudemos de assunto. :) Um post no blog dele poderia ter sido escrito por mim, e quem me conhece sabe que eu já falei exactamente destas mesmas Caixas dos jornais dezenas de vezes, como um bom exemplo.
Curiosamente ambos os bloggers são também programadores (como eu) ou estão ligados à àrea da informática. Um na Suiça (em Genève) e outro na Irlanda. Ambos já se aperceberam também que, principalmente na área informática (mas nas restantes também), as empresas no nosso Portugal estão longe de ver os empregados como o bem mais valioso da empresa, ao contrário dos outros países e tratá-los como se fossem privilegiados a receber o ordenado mínimo durante 10 anos para receber um aumento de 1% nessa altura (depois de ver todos os primos, sobrinhos e amigos da tia do director a subirem na empresa, claro). Ambos reagem a achar “estranho” os frequentes aumentos, promoções e investimento da entidade empregadora, bem como a velocidade dos processos burocráticos e o nível de civismo dos cidadãos em geral. E ambos levam de certeza com o caso de amigos, antigos colegas e mesmo familiares a largarem a típica boca “Pois, mas lá é tudo mais caro por isso aqui é melhor…” e coisas do género. Coisas do género que valem a pena ser transcritas aqui, do blog FOMOS (para ver os post completos, e vale mesmo a pena, clicar no texto):
Desculpas para não emigrar:
1) “Nao emigro porque espero no futuro ter um filho e preciso que a minha mae tome conta dele”
2) “Emigrar? Isso e’ uma medida egoista! Assim o pais nao avanca.” (definitivamente a minha preferida)
3) “Se eu ja’ fosse casado, dizia ‘a minha mulher ‘Vamos!’, mas como ainda so’ somos namorados, nao posso mandar nela!”
Por me terem feito rir (sarcasticamente, claro) e o conteúdo deles merecer realmente, vão directos para a minha lista de blogs na sidebar (como se isso fosse algo extraordinário :) )